terça-feira, 29 de abril de 2014

Pontos turísticos de Sapiranga - Caminhos de Jacobina


Caminhos de Jacobina




Sapiranga é um espaço atraente, procurado por muitas pessoas que desejam manter o contato com a natureza próximo dos centros urbanos e visitar o roteiro Caminhos de Jacobina. Este roteiro pode ajudar você a conhecer mais o episódio dos Mucker.

Pontos turísticos de Sapiranga - Morro Ferrabraz


Morro Ferrabraz





"Vôo Livre": A adrenalina que o Morro Ferrabraz proporciona aos inúmeros visitantes tem uma explicação. É que os 779 metros de altura garantem uma vista privilegiada da cidade e dos municípios vizinhos, podendo, inclusive, identificar no horizonte as construções e luzes de Porto Alegre. Como se não bastasse, o local é frequentado por pilotos de todo o Brasil, e até mesmo do exterior, em busca de boas térmicas para a prática do voo livre. Inúmeras asas deltas e paraglaiders decolam do pico do morro em busca da sensação de estar voando, mesmo com asas artificiais.

A emoção também aumenta por conta dos campeonatos de Down hill (descida de bicicleta do morro em cerca de 5 minutos), mountain bike e motocross que ocorrem no local. As trilhas ecológicas, cascatas escondidas e outros pontos a serem descobertos completam a diversidade de atividades a serem realizadas no morro. Muitos ainda acreditam que o local só foi totalmente desbravado pelos Mucker, que viveram lá no século passado. É por estes motivos que o Morro Ferrabraz é considerado um dos principais atrativos de Sapiranga.

Como prática do voo livre, o morro é tradicionalmente o ponto onde se consagram os melhores pilotos de asa delta.

A Colônia de São Leopoldo


Falsas Promessas aos Imigrantes Alemães



Atraídos por falsas promessas do Império brasileiro, os alemães criaram, à sua maneira, um ambiente propício para se desenvolverem no país.
A história da imigração alemã para o Brasil começou em 1822, quando o major Jorge Antonio Schaffer foi enviado por Dom Pedro I para a corte de Viena e demais cortes alemãs com o objetivo de angariar colonos. Outro motivo era conseguir soldados para o Corpo de Estrangeiros, situado no Rio de Janeiro. “Ao proclamar a independência do Brasil, Dom Pedro deparou com o seguinte problema: a falta de defesa da capital, o Rio de Janeiro, já que Portugal tinha levado embora todos os soldados”, conta o historiador Telmo Lauro Müller, diretor do Museu da Imigração, em São Leopoldo, e um dos grandes conhecedores da história da imigração alemã para o Brasil.
Müller diz que outra preocupação que havia na época era evitar que mais escravos fossem trazidos ao país, pois o número destes já se igualava ao de não-escravos, podendo representar perigo para o status quo.
Dom Pedro preocupava-se em povoar o Rio Grande do Sul com pessoas que soubessem trabalhar na terra.
Em seus primeiros anos de trabalho, Schaffer convocou principalmente soldados e alguns colonos; mas, à medida que o Império brasileiro foi estabilizando-se, passou, efetivamente, a se preocupar em trazer mais colonos. Para isso, anunciava aos interessados que, aqui, eles receberiam 50 hectares de terra, juntamente com vacas, bois e cavalos; auxílio de um franco por pessoa no primeiro ano e de cinqüenta cêntimos no segundo; isenção de impostos e serviços nos primeiros dez anos; liberação do serviço militar; nacionalização imediata; e liberdade de culto.
Daquilo que foi oferecido, ao menos a primeira promessa superou as expectativas: em vez de 50, os colonos receberam, no início, 77 hectares. Já as duas últimas nunca poderiam ser cumpridas, pois contrariavam a Constituição brasileira. “Os imigrantes trouxeram uma nova língua, uma nova cultura, uma nova economia e uma nova religião, a evangélica luterana”, diz Müller. “A promessa de liberdade religiosa foi quebrada, mas a Constituição imperial, em seu artigo quinto, dizia que outras religiões seriam toleradas, desde que praticadas em casas que não tivessem aparência de templo, ou seja, não podiam ter cruzes, sinos ou algo que as caracterizasse como igrejas. Então, eles se reuniam em galpões”, conta.
Das outras promessas, algumas também não foram cumpridas integralmente. Mas o que interessava realmente aos colonos era a posse da terra, e isso, ao menos, eles obtiveram, ainda que à custa de grandes sacrifícios.
“As viagens para o Brasil eram verdadeiras tragédias. Quando eram muito boas, duravam dois meses. Mas muita gente viajou três, quatro meses ou até mais”, conta Müller. O historiador esclarece que os primeiros imigrantes desembarcaram no Rio de Janeiro e foram recebidos pelo casal imperial, já que Leopoldina era uma princesa germânica, filha de Francisco II, último imperador do Sacro-império Romano Germânico, outro motivo para Dom Pedro ir buscar imigrantes naquela região.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Casa de Estilo Enxaimel

“O Enxaimel, ou Fachwerk (originário de “Fach” assim denominavam o espaço preenchido com material entrelaçado de uma parede feita de caibros), é uma técnica de construção que consiste em paredes montadas com hastes de madeira encaixadas entre si em posições horizontais, verticais ou inclinadas, cujos espaços são preenchidos geralmente por pedras ou tijolos. 

Os tirantes de madeira dão estilo e beleza às construções do gênero, produzindo um caráter estético privilegiado. Outras características são a robustez e a grande inclinação dos telhados. Na adaptação do enxaimel às características climáticas da região, foi necessária a implantação, por conta da elevada umidade local, de uma estrutura feita de pedra que sustenta as construções evitando que a madeira se molhe.

Casa em estilo enxaimel


As casas no chamado estilo enxaimel são uma das principais atrações turísticas em qualquer região de colonização alemã. Quando os primeiros alemães chegaram ao Brasil, a arquitetura enxaimel já não era utilizada havia muito tempo, mas foi considerada a mais adequada para as condições encontradas no Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
 

A construção enxaimel

 
Além de fortes, as casas eram baratas e de construção simples. Enxaimel quer dizer enchimento. Primeiro, era construído o esqueleto da casa, todo de toras grossas de madeira. Entre as vigas verticais eram colocadas as horizontais e, nas extremidades das paredes, algumas em ângulo, para evitar inclinação. Pronta a “caixa”, os espaços eram completados com materiais disponíveis de acordo com a região: no Rio Grande do Sul, há fechamentos com taipa, barro socado, tijolos maciços rebocados e até mesmo pedra grês cortadas. Em Santa Catarina, há maior ocorrência de tijolos maciços sem uso de reboco.

Localização das casas enxaimel


O Vale do Itajaí e o Norte do estado de Santa Catarina têm uma das maiores concentração deste modo construtivo na América. Os municípios de Indaial, Blumenau, Joinville, São Bento do Sul, Timbó e Pomerode têm número significativo de enxaiméis.

No Rio Grande do Sul, se destacam os municípios emancipados da antiga colônia alemã de São Leopoldo: Ivoti, Dois Irmãos, Picada Café, Santa Maria do Herval, Morro Reuter, Linha Nova, e ainda algumas localidades rurais de Nova Petrópolis e Gramado.”
Em Sapiranga temos alguns exemplos na zona rural da cidade e a Casa Tombada no bairro Centenário.



A lingua falada pelos imigrantes em Sapiranga e regiao

O Hunsrückisch ou Riograndenser Hunsrückisch ("hunsriqueano riograndense") é um dialeto alemão falado na região do Hunsrück no sudoeste da Alemanha e nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná , no Brasil. Vale notar que existem vários dialetos similares em regiões vizinhas na Alemanha, do Mosel ao Franco-renâno.

Com a imigração alemã ao Brasil, no decorrer dos últimos 180 anos, o Hunsrückisch também veio a se estabelecer como uma língua regional sul-brasileira. Em vista das diferenças entre o dialeto falado na Europa e o que é praticado no sul do Brasil, em 1996, Cléo Altenhofen cunhou o termo Riograndenser Hunsrückisch. Obviamente a forma brasileira do dialeto foi muito influenciada pelas novas fauna, flora e pelo novo idioma nacional no qual foi inserida. Muito embora em menor escala, direta ou indiretamente, o hunsrückisch também foi influenciado por outros idiomas minoritários presentes a seu redor (i.e. italiano, em situações de convivência, mbyá-guaraní através do português, etc…). O fato de o hunsrückisch ter surgido numa região da fronteira da Alemanha com a França, ao se analisar cuidadosamente o seu vocabulário (por exemplo, palavras como pêssego, envelope, retorno), pode-se perceber que o dialeto sofreu influência também da língua francesa.

Não existem estatísticas precisas quanto ao número de pessoas que consideram o hunsrückisch sua língua materna ou que são fluentes ou mesmo que conseguem se comunicar nessa língua em algum grau de fluência, mas as estimativas estão na casa dos milhões. Note-se que a vasta maioria dos falantes do hunsrückisch no Brasil é fluente em português, devido a isso, em muitos casos,o hunsrückisch não costuma ser utilizado fora do lar ou fora de suas comunidades.

Para entender melhor a sonoriedade deste dialeto, confira este vídeo (abaixo) publicado no YouTube, do site hunsrik.org .

Pascoa e a tradiçao alema


Os alemães que cultivam a tradição colorem ovos cozidos, assam bolos especiais na Páscoa e fazem fogueiras em algumas regiões. A festa cristã se sobrepôs à que os germanos dedicavam à deusa da primavera. Na Alemanha, a tradição cristã da Páscoa como a festa da ressurreição de Cristo, em que a morte não é vista como o fim e sim como o recomeço de uma nova vida, está ligada a elementos da mitologia germânica. Segundo Jacob Grimm, um dos famosos irmãos Grimm, o próprio termo alemão, Ostern, deriva de Ostara, a deusa germânica da primavera. Uma procissão a cavalo   é tradição em Crostwitz, no leste da Alemanha, sendo cultivada há 450 anos pela minoria sórbia. Objetivo da cavalgada é proclamar a ressurreição de Cristo "A primeira das grandes festas germânicas da primavera, representando a vitória do sol aquecedor sobre as trevas e o frio do inverno, é Ostern. Segundo Jacob Grimm, um dos famosos irmãos Grimm, o próprio termo alemão, Ostern, deriva de Ostara, a deusa germânica da primavera. Ela somente foi equiparada à festa de ressurreição de Cristo pela Igreja na Idade Média", diz Grimm em seu livro sobre a mitologia germânica.